PPT2010/2011

Lusofonia


1.

 

Português, língua estratégica de comunicação internacional‏

 


A Língua Portuguesa é pluricontinental, pluricultural. Ela serve o entendimento entre pessoas, fazendo-o com os sabores, cheiros, sons, sentimentos e emoções próprios dos seus espaços: 8 países dispersos por 4 continentes.


  • Língua oficial e de ensino de 8 Países da CPLP em 4 continentes.  
  • Língua veicular em grande parte dos países da CPLPe das suas comunidades emigrantes espalhadas por todo o Mundo. 
              
                                
             

Língua de escolarização e da administração.
  • Língua de prestígio cultural com forte afirmaçãona literatura, música, turismo, etc.
  • Língua que está na origem de outras línguas
- Crioulos da Alta Guiné
- Crioulos do Golfo da Guiné
- Crioulos Indo-Portugueses
- Crioulos Sino-Portugueses
                                     
Sendo língua oficial de um país do continente americano, de cinco de África, de um europeu e de outro no continente asiático, para além de, neste último continente, ser ainda língua oficial de Macau, o Português posiciona-se estrategicamente e realiza troca de mensagens entre pessoas tão distintas como um brasileiro e um timorense, falando uma linguagem que não é apenas um código, mas uma língua.

2.
A herança da língua portuguesa no oriente
http://opatifundio.com/site/
November 22, 2010
a herança da língua portuguesa no oriente
Regiões do oriente onde o português e variações deste eram - ou ainda são – faladas.
A língua portuguesa foi, nos séculos XVI, XVII e XVII , a língua dos negócios nas costas do Oceanos Índico, em função da expansão colonial e comercial portuguesa. O português foi usado, naquela época, não somente nas cidades asiáticas conquistadas pelos portugueses, mas também por muitos governantes locais nos seus contatos com outros estrangeiros poderosos (holandeses, ingleses, dinamarqueses, etc).
No Ceilão, por exemplo, o português foi usado para todos os contatos entre os europeus e a população nativa; vários reis do Ceilão falavam fluentemente esta língua e nomes portugueses eram comuns na nobreza. Quando os holandeses ocuparam a costa do Ceilão, principalmente sob as ordens de Van Goens, tomaram medidas para se deixar de usar a língua portuguesa. Porém, estava tão entranhada entre os habitantes do Ceilão que até mesmo as famílias dos holandeses mais ricos começaram a usar a língua portuguesa. Em 1704, o governador Cornelius Jan Simonsz falava que : “se  falar português no Ceilão, todos o compreendem”. Também na cidade de Batávia, capital da Holanda Oriental (atual Jakarta), o português foi a língua falada nos séculos XVII e XVIII.
As missões religiosas contribuíram para esta grande expansão da língua portuguesa. Isto,  porque desde que as comunidades se convertessem ao catolicismo, elas adotavam o português como língua materna. Também as missões protestantes (holandeses, dinamarqueses, ingleses …) que trabalharam na Índia foram obrigados a usar o português como a língua de evangelização.

A língua portuguesa também influenciou várias línguas orientais. Muitas palavras portuguesas foram incorporadas em vários idiomas orientais, como nos da Índia, no suaili, malaio, indonésio, bengali, japonês, nos vários do Ceilão, no tetum de Timor, no africânder da África do Sul, etc. Além disso, onde a presença portuguesa era preponderante ou mais duradoura, cresceram as comunidades de “casados” e “mestiços” que adotaram uma variedade de língua mãe: uma espécie de Crioulo português.
O que restou hoje é muito pouco. Entretanto é interessante notar que, neste sentido, existem pequenas comunidades de pessoas espalhadas por toda a Ásia que continuam a usar o “crioulo” português, embora não tenham mais contatos com Portugal, em alguns casos, durante séculos. Outro aspecto interessante é que durante o período mais importante da presença portuguesa na Ásia, não havia mais do que 12.000 a 14.000 portugueses, incluindo os religiosos.
As comunidades que falam português actualmente
Malacca, Malásia: (Portuguese Settlement, Praya Lane, Bandara Hilir). Cerca de 1000 pessoas falam esta espécie de “crioulo” (Papia Kristang). Cerca de 80 % dos antigos habitantes da colónia portuguesa em Malaca falam Kristang, que também é falado atualmente em Singapura e Kuala Lumpur. Kristang é muito parecido com o malaio local na sua estrutura gramatical, mas 95% do seu vocabulário deriva do português. Não há muito tempo o português também era falado em Pulau Tikus (Penang), mas agora é considerado extinto.
 Malaca  separou-se do domínio português em 1641.
Korlai, Índia: (perto de Chaul). Cerca de 900 pessoas falam o crioulo português e esta comunidade tem a sua igreja chamada: “Igreja de Nossa Senhora do Monte Carmelo” Chaul  separou-se do domínio português em 1740.
Damão, Índia: (Damão Grande ou Praça, Campo dos Remédios, Jumprim, Damão de Cima). Cerca de 2000 pessoas falam esta espécie de Crioulo Português. Damão separou-se do domínio português em Dezembro de 1961.
Ceilão (Sri Lanka): Atualmente é apenas usado entre as 250 famílias. Há uma pequena comunidade de descendentes de portugueses na aldeia de WahaKotte . Há cerca de duas gerações que o Crioulo Português não é falado. Ceilão  separou-se do domínio português em 1658.
Macau: Cerca de 2.000 pessoas falam o português como primeira língua, e perto de 11.500 como segunda língua. O “Instituto Cultural de Macau” e a “Fundação do Oriente” leccionam cursos de Português. Existe também um canal de televisão e vários jornais inteiramente em português. Macau em 20 de Dezembro de 1999 voltou a fazer parte da China.
Goa, Índia: O idioma português está a desaparecer rapidamente de Goa. Atualmente é falado por um pequeno grupo de famílias mais abastadas e apenas 3 a 5 % da população continua a  falá-lo (estima-se 30.000 a 50.000 pessoas). Atualmente 35% da população de Goa são imigrantes de outros estados indianos. Nas escolas da Índia é ensinado como  terceira língua (não obrigatória). Existe um departamento de Português na Universidade de Goa, mas a “Fundação do Oriente” e a Sociedade de Amizade Indo-Portuguesa ainda funcionam. O último jornal em língua portuguesa foi publicado na década de 80. Em Panaji muitos cartazes, em português, ainda podem ser vistos nas lojas, edifícios públicos, etc. Goa  separou-se do domínio português em Dezembro de 1961.
Diu, Índia: Aqui, o crioulo português está quase extinto. Diu  separou-se do domínio português em Dezembro de 1961.
Timor Leste: Os que falavam o português em 1950 não ultrapassavam as 10.000 pessoas e em 1974 apenas 10% a 20% da população o usavam. Em 1975,  Timor Leste tinha 700 000 habitantes dos quais 35 a 70 000 sabiam ler e escrever em português e 100 a 140 000 podiam falar e entender esta língua. Até 1981, o português foi a língua da Igreja de Timor, quando foi substituído pelo Tetum. Entretanto  é oficialmente usado como idioma de negócios na cidade de Dili. O português permaneceu como a língua da resistência anti-Indonésia e de comunicação externa da Igreja Católica. O português crioulo de Timor (Português de Bidau) hoje está praticamente extinto.  É falado perto de Dili, Lifau e Bidau. A Indonésia invadiu  Timor Leste em 1975. Entretanto, nenhuma nação reconheceu esta anexação militar. Timor Leste tornou-se um estado independente em 20 de maio de 2002. Uma das línguas oficiais de Timor-Leste é o português.
Cochim, Índia: (Vypeen). Desapareceu nos últimos 20 anos. A comunidade portuguesa/hindu (2.000 pessoas) frequenta a velha igreja de Nossa Senhora da Esperança. Portugal retirou-se de Cochim em 1663.
Bengala, Índia-Bangladesh: (Balasore, Pipli, Chandernagore, Chittagong, Midnapore, Hugli……) A língua portuguesa foi, nos séculos XVII e XVIII, a “lingua franca” em Bengala. Depois de 1811, o português era usado em todas as igrejas cristãs (católicas e protestantes) de Calcutá. No início do século XX, apenas algumas famílias falavam uma forma corrompida de português misturada com muitas palavras da língua inglesa.
Molucas, Indonésia: AMBON, aqui o português sobrevive na língua actualmente falada, o Malaio-Ambom,  que contem cerca de 350 termos de origem portuguesa.
Nas costas da Índia, existiam cerca de 44 comunidades onde o português era falado.



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